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O Brasil e a sua Responsabilidade com a Produção de Carne Bovina para a População Mundial

A demanda por carne bovina no mundo está aumentando de forma assustadora como podemos ver a seguir.

O rebanho bovino mundial em 2015 tinha 1,37 bilhões de cabeças com uma produção de 61 milhões de toneladas, assim gerando um desfrute (desfrute é o número de animais abatidos dentro de um ano, quando comparado ao rebanho médio total) anual em 2015 de 19,29%.

A demanda mundial vem aumentando de forma desenfreada, segundo dados da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), no ano de 2050 será preciso ter abatido 86 milhões de toneladas equivalente a carcaças animal para alimentar a população mundial, com um aumento para 23,14% do desfrute.

Se olharmos a curto prazo, no ano de 2020, a pecuária mundial precisa aumentar 100,1 milhões de cabeças para conseguir atender a demanda. Para ficar mais clara a proporção desse desafio, o Brasil abate aproximadamente 44 milhões de cabeças ao ano e possui um plantel de 215,2 milhões de cabeças, as projeções da OECD estima que em 2020 serão aumentadas em 12 milhões de cabeças que iram para o abate no Brasil.

Isso gera um grande desavio para a pecuária mundial, pois a grande pergunta é como os principais países produtores de carne como Brasil, Estados Unidos e, hoje que vem despontando muito, a Índia vão aumentar a sua produção.

O Brasil como o segundo rebanho do mundo, como o segundo maior produtor de carne do mundo com 9,28 milhões de toneladas, 15,35% da produção mundial, e como o maior exportador de carne, tem grande responsabilidade em conseguir aumentar o seu rebanho para aumentar a produção de carne, bem como melhorar a sua qualidade.

Um importante dado que clarifica o potencial do Brasil é se compararmos o rebanho nacional, 215,2 milhões de cabeças, com a área de 174 milhões de hectares do território nacional, isso representa 1,2 animal por hectare, com uma produção baixíssima de 2 a 3 arrobas por hectare. Dado a esse dado, o Brasil tem sim capacidade de aumentar a sua produção, pois está muito longe de atingir seu pleno potencial de produção.

Portanto, o Brasil com seu grande potencial e capacidade, tem duas responsabilidades: aumentar seu rebanho e melhorar a qualidade da carne.

Nesse momento que vem o desafio de como fazer isso.

A resposta desta pergunta é inovar e utilizar a tecnológica para aumentar a produção.

A pecuária brasileira tem muito que evoluir para abater animais mais precoces, acelerar o giro e aumentar o peso em carcaça.

Importante destacar que o peso da carcaça bovina já teve uma evolução entre os períodos de 2000 e 2013 com um crescimento de 7,5% no peso da carcaça de machos e de 6,8% na de fêmeas. Então, o Brasil já vem de uma melhora, mas ainda sim é necessário melhorarmos ainda mais daqui para a frente.

Para isso, a tecnologia pode ser aplicada em duas frentes: agronômico, dando ênfase ao maior estudo da terra; e da zootecnia, com foco no estudo do desempenho do animal.

Como já dito a qualidade da carne tem que melhorar e muito, pois as exigências do mercado mundial estão cada vez maiores e não devemos só focar em melhorar os 2% (800 mil cabeças), carne premium, temos que dar atenção também ao commodity, que representa 98% da produção.

Mas para que o pecuarista aplique tecnologia em sua propriedade, ele deve dar um passo atrás e planejar as possibilidades da aplicação dessas tecnologias, para assim atingir o potencial máximo de sua propriedade.

Tudo isso começa no momento da aquisição da propriedade, caso não seja feita uma análise aprofundada da capacidade e do potencial da fazenda, irá fazer com que deixe de ter uma rentabilidade digna de um grande fazendeiro.

Entretanto, quem conhece profundamente a realidade dos pecuaristas sabe dos desafios do dia-a-dia são muitos para que seu rebanho encontre uma linha crescente e aumente a qualidade da carne. E os grandes desafios estão na esfera financeira, porque para aplicar a tecnologia ideal para uma fazenda o investimento é muito elevado.

Por esse motivo também, que novamente o planejamento juntamente com uma boa administração torna possível implementar novas tecnologias de forma gradual na propriedade.

Cada vez mais o Brasil vem colocando-se a frente da sua responsabilidade de produção de carne bovina, pois atua de maneira profissional, com atenção ao protocolo sanitário e as exigências dos compradores. Isso tem acontecido devido as melhoras dos índices de produção vegetal e zootécnicos.

Segundo palavras do presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte, Antônio Pitangui de Salvo, “o Brasil cada vez mais se estabelece como fornecedor de alimentos para o mundo e a pecuária de corte e também assume importância socioeconômica cada vez maior”.

Hoje, o Brasil é líder mundial em exportação de carne bovina, com 21% mercado e nos próximos 5 anos a previsão é que o Brasil seja o maior produtor de carne bovina do mundo.

Para finalizarmos, fica o recado que a tendência é que tanto no Brasil quanto no mundo daqui para frente a tecnologia terá um ritmo de evolução nunca visto antes na pecuária, para que se consiga atingir o objetivo de atender a demanda da população mundial, que será de 86 toneladas equivalente a carcaças animal em 2050.

Referências

Perfil da Pecuária no Brasil. Apex Brasil Relatório anual de 2016. Acesso em .

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